Como era de se esperar, como
acontece todos os dias, em um armazém inlógico, nasceu um romance logístico.
Ele, o chefe do local, rígido e
controlador, vigiava tudo, entrada e saída: Sr. WMS. O nome é estrangeiro,
esquece.
Ela, uma empilhadeira esguia,
elegante, bi-lateral. Usava um vestido amarelo, movimentava com suavidade de
lado, em frente ao chefe quadrado.
Mas de tanto ver a serelepe
rodando ociosa, de um lado ao outro, espaçosa, resolveu por então investir...
- O que a senhora faz por aqui?
- Esperando...
- O que?
- Você chefinho, onde é que eu
ponho?
- Como?
- Você não vai me dar nada para
eu por? Eu ponho onde o chefinho
mandar.
- Eu não estou mandando a senhora
por nada em lugar algum.
- Tô vendo Dablinho, eu tô aqui esperando e você nadinha de nada.
- A senhora deveria estar aqui? ... espera só um pouquinho...
- Ou você me tira daqui, ou eu
vou ter dar prejuízo, heim.
- A senhora me respeite, sou um
profissional qualificado, bem visto nas empresas e na academia. A senhora
desocupada sabem com quem está falando?
Com o senhor W....... M........ S.......
Não é!? (Falou e movimentou
lentamente em direção ao chefe.)
Por que o Sr. não me dá um
endereço com alguma coisinha para guardar, que fique do outro lado do armazém,
bem lá no cantinho, onde a luz tá ...
Não posso acreditar. Uma
empilhaderinha novinha, só porque e bi-lateral já se acha no direito de dizer a
mim o que levar e onde guardar! ?
Até que a lépida empilhadeira se encheu,
realinhou seus garfos, raspou o óleo da garganta e disse: então dá logo a próxima
ordem, chefe, que depois dessa eu já estou achando que o Sr. muito sistemático.
Bate o próximo códico de entrada que a fila anda.