segunda-feira, 24 de setembro de 2018



O que os candidatos a presidente falam de tecnologia nos planos de governo?


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Fonte: Tcmundo.com / TSE
Matéria completa: 
https://www.tecmundo.com.br/mercado/133328-candidatos-presidente-falam-tecnologia-planos-governo.htm


As Eleições 2018 estão aí, e os candidatos ao cargo de Presidente da República já homologaram inclusive os planos de governo, que são as estratégias, promessas e bases para os próximos 4 anos. O TecMundo consultou cada um deles e separou as menções a ciência, inovação e tecnologia para observar se esses temas estão ou não em evidência.

Vale lembrar que isso não significa recomendação de voto: todos os candidatos homologados foram listados em ordem alfabética e com tratamento proporcional à importância da tecnologia no plano. Além disso, trata-se apenas de um resumo: e a ideia é despertar atenção e fazer com que você inicie uma pesquisa sobre os candidatos que mais lhe agradarem. Os documentos estão completos no site do TSE para consulta.

Álvaro Dias (Podemos)

O candidato tem como um dos pilares o "desenvolvimento da indústria pela inovação". Agricultura, indústria de base e estímulo ao empreendedorismo são citados como essenciais para o sucesso do país em emprego e economia — e desenvolvimento tecnológico está relacionado a esses temas.

Álvaro Dias cita ainda que avanços tecnológicos devem ser utilizados também na preservação do meio ambiente e que programas de inclusão social devem ser mantidos.

Ciro Gomes (PDT)

O candidato promete a reindustrialização do país a partir do conceito de indústria 4.0, com setores como "informática, design, logística, pesquisa, marketing e consultoria" em evidência. Além disso, ele afirma que a geração de tecnologia é um "complexo prioritário" disseminado a setores como agronegócio, defesa, combustíveis e produção de bens para a saúde.
Entre outras promessas, está a "criação de estímulos à atuação conjunta de universidades, empresas e instituto de pesquisas no desenvolvimento de produtos e tecnologias” e respeito ao Acordo de Paris para redução de emissão de gases do efeito estufa.



Ciro quer criar uma Política Nacional de Inclusão Digital para promover acesso à internet e implantar banda larga em todo o país.

Ele promete ainda elaborar um plano nacional de ciência e tecnologia, destacar a "indústria manufatureira de alta tecnologia e para serviços intensivos em conhecimento" e fortalecer órgãos como o INPI e o CNPq. O candidato também cita o estímulo à produção de conhecimento associado entre empresas e universidades, criação de incentivos para o desenvolvimento de startups de tecnologia e o cadastro eletrônico do SUS.

Cabo Daciolo (PATRIOTAS)

O candidato afirma que o Brasil tem "um elevado potencial tecnológico e científico" e promete "valorizar ciência, tecnologia e inovação" no país, especialmente por meio dos institutos federais.

Em questão de infraestrutura, Daciolo fala em pavimentar estradas, além de ampliar hidrovias e ferrovias. A melhora da economia envolve "fortalecer a produção brasileira, facilitar o trâmite para patentes de produtos nacionais" e promover o empreendedorismo. Já o desenvolvimento científico e tecnológico seriam priorizados e voltados para itens que são exportados, como minério de ferro, aço e óleos brutos de petróleo.

Geraldo Alckmin (PSDB)

O plano do candidato traz apenas 12 páginas e propostas em forma de tópicos curtos. Ele também cita a digitalização de dados de pacientes do SUS e a criação de um prontuário eletrônico.


Como promessas, Alckmin fala em fortalecer o ensino técnico e tecnológico, além de estimular parcerias entre universidades e empresas para "transformar a pesquisa, a ciência, a tecnologia e o conhecimento aplicado".

Guilherme Boulos (PSol)

Em um plano de mais de 200 páginas, o candidato fala em direcionar "o sistema de ciência, tecnologia e inovação para um modelo voltado a atender majoritariamente as longas carências que existem na sociedade brasileira", além de "rediscutir o desenvolvimento tecnológico" e pensar na "reestruturação da indústria nacional a partir da assimilação das novas tecnologias".

Os avanços seriam aproveitados em "atividades industriais, ligados tanto à manufatura como aos bens públicos (por exemplo, transporte, saneamento, energia renovável)", e empresas nacionais receberiam mais destaque e incentivo.



Além disso, ele quer reverter privatizações (incluindo o controle nacional da Embraer) e nacionalizar o setor das telecomunicações.

Por fim, o governo atuaria com recursos e pesquisas junto a Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), universidades e setor privado.

Henrique Meirelles (MDB)

Meirelles cita a necessidade de "simplifcar e informatizar todo o processo de gestão de mão de obra" em infraestrutura a partir do programa Brasil Mais Integrado. Além disso, ele promete a criação de um Gabinete Digital, que seria ligado ao presidente para "criar novas soluções para os cidadãos, além de pensar todas as ações digitais já existentes".

De forma bastante abstrata, ele integraria sistemas já existentes e "centralizaria o acesso do cidadão a informações".

O candidato ainda afirma que a tecnologia é uma "aliada para reduzir a distância entre a prestação de serviços públicos e a população" e que deve ser usada como política de Estado. Ele promete fortalecer "a segurança cibernética do Brasil".

Jair Bolsonaro (PSL)

Bolsonaro defende a liberdade de opinião, informação, imprensa e internet, sendo contra "qualquer regulação ou controle social da mídia". Ele cita "infraestrutura insuficiente e deteriorada" como um desafio urgente do país e promete que obras e serviços públicos serão mais baratos graças ao aumento de fiscalização e transparência na solicitação de verbas.

Além disso, no âmbito militar, há menções a "equipamentos modernos" que protejam o país inclusive contra ameaças digitais. "Nossas Forças Armadas precisam estar preparadas, através de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, com a participação das instituições militares no cenário de combate a todos os tipos de violência", diz o documento.



Bolsonaro defende a redução de ministérios e confirmou em entrevistas que o astronauta Marcos Pontes seria o apontado para a pasta de CeT.

Conectando tecnologia e saúde, o candidato promete criar um Prontuário Eletrônico Nacional Interligado, que informatiza cadastros hospitalares com dados de atendimentos e grau de satisfação dos pacientes. Segundo o candidato, universidades precisam gerar avanços técnicos e produtos devem ser desenvolvidos "através de parcerias e pesquisas com a iniciativa privada". Além disso, Bolsonaro defende a educação à distância.

João Amoedo (NOVO)

O candidato defende que "o cidadão tenha mais liberdade para trabalhar, empreender e se desenvolver". Ele ainda propõe um "governo digital", com serviços públicos integrados e políticas públicas com uso inteligente de dados.



As propostas envolvem a privatização de todas as estatais, parcerias público-privadas e "novas formas de financiamento" da ciência com "fundos patrimoniais de doações".



Em educação, ele propõe ampliar o ensino médio técnico.

Amoedo também promete um prontuário único na saúde e combate com inteligência e tecnologia contra lavagem de dinheiro. Além disso, ele defende a criação de "uma identidade digital única para todo cidadão" e a ampliação do uso de energias renováveis, acabando com subsídios a fontes como gasolina e diesel.

João Goulart Filho (PPL)

O candidato fala em canalizar investimentos públicos em modalidades que envolvam recursos das áreas "petroleira, hídrica, eólica e outras modalidades de renda da terra" para ampliar a infraestrutura nacional de energia, telecomunicações e transporte.

Ele promete ainda reconstruir o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e dedicar 3% do PIB para a área. A engenharia nacional seria fortalecida nos seguintes pontos: microeletrônica, informática, telecomunicações, materiais estratégicos, engenharia genética, biomédica, nuclear, aeroespacial e indústria da defesa.

Goulart pretende universalizar a banda larga, "tirar o Programa Espacial Brasileiro da penúria" e reativar o setor de energia nuclear.

José Maria Eymael (DC)

O pré-candidato traz poucas menções a temas tecnológicos, com discursos bastante gerais no plano de governo. Para começar, ele fala em estimular Polos de Desenvolvimento em parceria com governos estaduais e garantir acesso em todo o país a equipamentos de informática, internet e banda larga nas escolas.



Além disso, outra promessa é implantar um Plano Nacional de Apoio à Pesquisa para melhorar o ensino e as pesquisas no país. Eymael ainda cita o “adensamento da infraestrutura nacional”, priorizando setores como energia e transporte (estradas, ferrovias e portos).

Lula (PT)

Lula propõe a regulação da comunicação para democratizar os meios contra conglomerados e monopólios. Ele também fala em garantir o acesso à Internet de alta velocidade com preço compatível com a renda, ampliando o já existente Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

O documento cita a recém-aprovada Lei de Proteção de Dados Pessoais, que seria utilizada ao lado do Marco Civil da Internet, além de assegurar a neutralidade da rede. O candidato incentiva pesquisas e investimentos que ampliem a presença de empreendedores brasileiros na internet e enaltece veículos comunitários.  Além disso, ele promete "inclusão digital e tecnológica das crianças", desde o ensino fundamental.



Em estrutura, a ideia é reabrir o Ministério da Ciência e Tecnologia e criar o Sistema Nacional de Ciências, Pesquisas e Inovação (CP&T) para políticas públicas.

No plano, há preocupações com o setor militar. O candidato fala em "modernização da estrutura nacional de defesa" e melhorar o equipamento das Forças Armadas, com tecnologias nacionais e com uso civil. O modelo energético envolve interromper privatizações, modernizar o sistema elétrico atual e investir em biocombustíveis, como o etanol.

Marina Silva (REDE)

A candidata promete um ensino superior integrado com ciência, tecnologia e inovação. Marina também fala em um cadastro único de dados dos pacientes do SUS, utilizando "novas tecnologias para modernização dos serviços" e garantindo melhorias no setor ambulatorial e hospitalar, do diagnóstico aos tratamentos.



Sob a bandeira da sustentabilidade, ela defende pesquisas para um uso mais eficiente e econômico de energia, para reduzir emissões de gases de efeito estufa e aproveitar alternativas como a energia solar, a eólica e a hidrelétrica.



Em segurança, a promessa é de 'modernas ferramentas e metodologias de inteligência' para reduzir a criminalidade.

A candidata fala ainda em "explorar possibilidades das novas tecnologias" para promover o acesso a produtos culturais e incentivar a economia colaborativa. Outra promessa no setor é a inclusão digital de jovens a idosos, universalizando o acesso público à banda larga. Ela também promete recriar o Ministério de CeT e investir bastante no setor de pesquisa e inovação. Empresas como Infraero e Eletrobrás são exemplos de órgãos utilizados para melhorar a infraestrutura.

Vera Lúcia (PSTU)

A candidata traz poucas menções específicas a temas tecnológicos no plano de governo "16 pontos de um programa socialista para o Brasil contra a crise capitalista". As propostas giram em torno do discurso de colocar o país "nas mãos dos trabalhadores e do povo pobre".

Entretanto, há menções a um plano de obras públicas que gere empregos e respeite o meio ambiente, resolvendo questões estruturais (falta de saneamento básico e problemas em escolas e hospitais). Isso seria pago com recursos usados para reduzir a dívida pública e como forma de “isenções fiscais às grandes empresas”. Vera Lúcia ainda promete a estatização das 100 maiores empresas atualmente presentes no país para deixá-las sob o controle dos trabalhadores.


terça-feira, 28 de agosto de 2018

PROPOSTA DE PESQUISA

1         - Nome Provisório
                A Estratégia Logística do Gasoduto Virtual

2 - Introdução
          No início dos anos 2000, a Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) empreendeu uma extensão do gasoduto na região metropolitana de Belo Horizonte, proporcionando fornecimento contínuo de gás natural a preços bastante competitivos, o que proporcionaria significativa redução de custos industriais. No entanto, muitas foram as indústrias que não se beneficiaram por se localizarem distantes da rede de distribuição. Assim, foi para levar os benefícios do novo combustível às empresas distantes da rede de distribuição de gás natural que se concebeu o modelo de negócio do Gasoduto Virtual.
          O serviço logístico consistia em fornecer, também de forma contínua, o gás natural comprimido, abastecidos em cilindros de alta pressão na estação de compressão e trocados os vasos quando terminado o gás neles contidos. Para tal, ao longo do processo de operação do negócio foram surgindo desafios operacionais logísticos que exigiram esforço e criatividade para manter o suprimento diário dos clientes.
          O cálculo e cobrança do volume consumido, não transportado, a apuração dos volumes transferidos e o processo de inventário foram pontos fundamentais na estratégia logística para o controle operacional do negócio. É importante lembrar que a quantidade de gás contido em uma unidade de volume (como o litro ou o metro cúbico)  varia com a pressão interna. A empresa recebia o gás natural de um gasoduto a 40 kg/cm2 (aproximadamente) e comprimia nos cilindros 220 kg/cm2 (aproximadamente) para enviar ao cliente, acompanhando o estoque do cliente de forma a trocar os cilindros com o máximo de eficiência (quase vazios), sem falta de insumo ou qualquer prejuízo a produção.


3 - Objetivo
            Identificar e descrever as principais estratégias logísticas do modelo de negócio do Gasoduto Virtual.


4 - Metodologia
            Este e um estudo de caso de objetivo descritivo. Serão realizadas entrevistas semiestruturadas com os principais executivos da Empresa Alfa na busca de identificar os principais desafios logísticos enfrentados.
            Os desafios (dificuldades) serão pontuados e as estratégias de tratamento dos problemas serão analisadas buscando identificar os elementos fundamentais da gestão logística empregados pela Empresa.


5 - Justificativa
            Acredita-se que este estudo possa auxiliar os profissionais e acadêmicos interessados no tema, mas principalmente os gestores de empresa do ramo de gás natural que vivenciam situações semelhantes nas suas corporações.






*** Se vc se interessou pela pesquisa, deixe o e-mail para contato. Abraços.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Seleção de Artigos de Logística

"Confira uma seleção de artigos e conteúdos sobre armazenagem, transporte, mercado de trabalho, sustentabilidade, tecnologia, conceitos , definições, dicas, tendências do setor.".

Acesse o link http://www.painellogistico.com.br/21-artigos-sobre-logistica-que-sao-uma-verdadeira-aula/

quinta-feira, 23 de março de 2017

Embargos feitos à carne brasileira podem estrangular armazenamento no país.

"Ainda estamos produzindo, mas se a situação não se regularizar podemos ter falta de local para armazenar", diz diretor de empresa do setor".

Embargos feitos à carne brasileira podem estrangular armazenamento no país
"Ainda estamos produzindo, mas se a situação não se regularizar podemos ter falta de local para armazenar", diz diretor de empresa do setor

Os embargos feitos à carne brasileira poderão estrangular o sistema de armazenamento nacional e criar uma série de despesas adicionais para os produtores. Como é um mercado muito dinâmico, em que a produção é encaminhada quase que simultaneamente aos portos ou aos pontos de venda, qualquer entrave atrapalha o processo.

"Ainda estamos produzindo, mas se a situação não se regularizar podemos ter falta de local para armazenar", afirma o diretor presidente da Lar Cooperativa Industrial, Irineo da Costa Rodrigues. A empresa do Paraná, que está fora da lista da Polícia Federal, tem uma área de armazenamento que suporta uma semana de produção. Passado esse tempo, a cooperativa poderá ter problema.

O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), também se mostrou preocupado com o sistema de estocagem de carnes. Segundo ele, a margem é de 7 a 8 dias. "Depois disso, as gôndolas e os navios precisam escoar o produto, senão o processo entra em colapso",disse ele, ao chegar ontem para uma audiência com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

O secretário estadual de Agricultura catarinense, Moacir Sopelsa, disse que existem cargas de frango e de suíno que não conseguem ser desembarcadas na China, em Hong Kong e na Rússia. Ele afirmou ainda que, por causa da operação, é certo que haverá prejuízo para a produção.

A Lar Cooperativa, por exemplo, tem 45 contêineres desembarcados e armazenados em terminais na China sem poder ser entregue aos clientes. Outras 127 unidades estão em trânsito e 45 continuam no Porto de Paranaguá, aguardando uma solução para ser embarcado. Enquanto isso, a empresa - que exporta 50% da produção de frango - terá de arcar com todos esses custos.

"Em relação à carga que ainda está no Brasil, o exportador fica no dilema se embarca ou não e frustra o armador, que sairá do porto sem o contêiner. Em termos comerciais, é um desastre", diz Nelson Carlini, ex-presidente da CMA CGM, uma das maiores armadoras do mundo.

Segundo ele, para os terminais portuários, o armazenamento deve compensar a queda na demanda. Afinal, até que a carga seja embarcada, a empresa terá de pagar pelo tempo que o contêiner ficou parado no porto. Por outro lado, o volume de contêiner parado nos portos acaba dificultando a operação e atrapalhando a relação com outros clientes, afirma Carlini.

"Para os terminais, a melhor coisa é a rotatividade. Armazenamento faz parte da receita, mas não é bom para ninguém um contêiner ficar parado 30 dias", afirma o presidente da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público (Abratec), Sérgio Salomão. Até ontem, os terminais que mais investiram em instalações para receber os chamados refeers (contêineres frigorificados) afirmaram que a operação ainda não tinha sido afetada.

 Postado em 23/03/2017 10:19 / atualizado em 23/03/2017 10:43
 Agência Estado

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

O que é WMS

WMS é a sigla em inglês para Warehouse Management System, com equivalência em língua portuguesa de “Sistema de Gerenciamento de Armazém”.  Portanto, é utilizado para nomear o software de sistema de gestão que organiza de maneira eficaz os dados e utiliza pouca mão de obra orgânica para as tarefas gerais em supermercados e outros estabelecimentos do gênero

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O que os candidatos a presidente falam de tecnologia nos planos de governo? Por Nilton Kleina |   Fonte: Tcmundo.com / TSE Matér...