quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Eike!

Hoje a OGX pediu recuperação judicial. Foi-se o novo Barão de Mauá, o destemido que contagiava a todos há algum tempo. Não obstante, não faltam profetas do passado a explicar as razões do insucesso nos jornais vespertinos. Meio tom de lamúria, meio tom de raiva.

OGX entra com pedido de recuperação judicial



O empresário Eike Batista em seu escritório no Rio de Janeiro Foto: Marco Antônio Teixeira/18-3-2010 / O Globo



O empresário Eike Batista em seu escritório no Rio de Janeiro Marco Antônio Teixeira/18-3-2010 / O Globo
RIO E SÃO PAULO - Esta quarta-feira marcou a trajetória do Império X. Joia da coroa dos negócios de Eike Batista, a OGX, braço de petróleo do grupo, entrou com pedido de recuperação judicial, após ter fracassado nas negociações de suas dívidas com credores. A empresa, que chegou a um valor de mercado de R$ 75,2 bilhões no auge, terminou o dia valendo R$ 550 milhões.
Pouco antes de entrar com o pedido na Justiça, a companhia conseguiu fechar um acordo de última hora com a Eneva (ex-MPX, de energia) para venda de sua participação (66,7%) na subsidiária OGX Maranhão - assegurando, assim, injeção de recursos milionários na petroleira e dando fôlego à empresa. Na segunda-feira, a Eneva havia anunciado que poderia pagar R$ 200 milhões. O acordo consta da petição inicial protocolada nesta quarta no Tribunal de Justiça do Rio. Sem esses recursos, a OGX não teria como colocar em operação o campo de Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, aposta para elevar o caixa. Em setembro, tinha US$ 82 milhões disponíveis, insuficientes para iniciar a produção. A previsão era ficar sem dinheiro em dezembro, caso um acordo não fosse selado. OGX e Eneva não comentaram o acordo.

Fonte: O Globo

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