domingo, 3 de novembro de 2013

Na contramão, caminhões investem R$ 4,6 bi até 2016

FOLHA DE SÃO PAULO - 02/11/2013 - 02h00

CLAUDIA ROLLI
DE SÃO PAULO

GILMARA SANTOS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
 

Com a recuperação da indústria de caminhões neste ano, sete fabricantes vão trazer ao país R$ 4,6 bilhões em novos investimentos até 2016.

A expansão dessas empresas prevista para este ano é de cerca de 10%, resultado que parte das montadoras desses veículos já estimam repetir em 2014.

De janeiro a setembro, as vendas de caminhões mostraram crescimento de 13,6% na comparação com igual período de 2012. São 115,1 mil unidades licenciadas nos nove primeiros meses do ano.

A Anfavea, que reúne os fabricantes de veículos, prevê que esse volume chegará a cerca de 150 mil caminhões até dezembro, o que significaria um crescimento de 8%.

Impulsionadas pelo bom desempenho do setor de caminhões, as contratações na indústria automotiva também apresentam reação. O setor (incluindo a produção de veículos leves, caminhões e ônibus) acumulava até setembro 133.126 trabalhadores --o número superou o de 2012, com 129.997 funcionários, segundo dados da Anfavea.

Dado Galdieri/Bloomberg
Pátio da fábrica de caminhões da MAN em Resende, no Rio
Pátio da fábrica de caminhões da MAN em Resende, no Rio

Só no Rio de Janeiro, onde está instalada a MAN, a indústria automotiva fluminense recuperou quase metade (774) dos empregos perdidos no ano passado (1.551).
"O fechamento de vagas em 2012 acompanhou a queda de 36% na produção no Rio", diz William Figueiredo, analista de desenvolvimento econômico da Firjan (federação das indústrias do Rio).
"A indústria se recupera neste ano com a maior demanda por caminhões, em um momento de renovação da frota, e fabricação de ônibus para atender os novos corredores expressos em construção na cidade."
Editoria de Arte/Folhapress
A cadeia produtiva também já sente os reflexos desse desempenho. Sete fornecedores da MAN já optaram em instalar suas unidades próximas à empresa em Resende (RJ) --as autopeças Suspensys e Meritor já constroem suas fábricas no local.

"A introdução do Euro 5 [nova tecnologia que se tornou obrigatória a partir deste ano para reduzir a emissão de poluentes e queelevou o preço do veículo em cerca de 15%] levou à antecipação das compras em 2011", disse Roberto Cortes, presidente da MAN Latin América.

Em 2012, houve queda de 20% nas vendas. Neste ano, haverá alta de 10%, diz.
A cadeia produtiva também já sente os reflexos desse desempenho. A Pirelli vai investir US$ 200 milhões até 2015 anos para criar uma nova linha de pneus para o setor de caminhões e ônibus.

A Bridgestone, que está ampliando turnos, pretende contratar mais 300 trabalhadores até o próximo ano, segundo Marcos Aoki, gerente geral de vendas e marketing.

Depois de perder entre 30% e 50% do mercado no ano passado, a Scania prevê manter os negócios em 2014 no mesmo patamar deste.

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